Presidente russo, Vladimir Putin, particia de fórum em Sochi  • 02/05/2025Sputnik/Mikhail Met...

Em declarações contundentes, o presidente russo Vladimir Putin reiterou que o fim do conflito na Ucrânia está atrelado à completa retirada das tropas ucranianas dos territórios ocupados pela Rússia. A declaração, feita no Quirguistão, soa como um ultimato e lança dúvidas sobre a viabilidade de negociações de paz em um futuro próximo.

Putin não descartou a possibilidade de um plano de paz proposto pelos Estados Unidos servir como base para futuros acordos, mas advertiu que, caso Kiev não ceda o controle das áreas reivindicadas por Moscou, a Rússia buscará atingir seus objetivos “por meios militares”.

A Rússia ocupa cerca de 20% do território ucraniano, incluindo a maior parte de Luhansk e parcelas de Donetsk, Kherson e Zaporizhzhia. A anexação dessas regiões, não totalmente controladas pelas forças russas, é uma das principais exigências de Moscou para um cessar-fogo.

Apesar dos recentes avanços russos na linha de frente, analistas do Instituto para o Estudo da Guerra (ISW) ponderam que uma vitória militar russa na Ucrânia não é inevitável. A resistência ucraniana, concentrada em um cinturão de cidades e vilas fortificadas, consideradas cruciais para a segurança do país, tem dificultado o avanço russo.

A insistência de Putin em concessões territoriais como pré-condição para a paz representa um obstáculo significativo, uma vez que Kiev e seus aliados europeus consideram a integridade territorial ucraniana uma linha vermelha intransponível.

A complexidade do cenário se agrava com a expectativa da visita de uma delegação dos EUA, liderada pelo enviado especial Steve Witkoff, a Moscou na próxima semana. O objetivo da visita seria discutir uma nova versão de um plano de paz, cujo conteúdo permanece sob sigilo, mas que, segundo Putin, poderá “servir de base para futuros acordos”.

Apesar da abertura para negociações, a postura inflexível de Putin em relação às exigências territoriais sugere que um acordo de paz duradouro na Ucrânia ainda parece distante.

Fontes:

CNN
Instituto para o Estudo da Guerra (ISW)
WW

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br

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