Sócio da gestora de fundos Occam, Petrônio Cançado  • Reprodução / CNN Money

A taxa Selic em patamar elevado, fixada em 15%, sinaliza uma desaceleração econômica para 2026, embora não configure uma crise de crédito generalizada. A avaliação é de Petrônio Cançado, sócio da gestora de fundos Occam, em entrevista ao programa Capital Insights, da CNN Money e Broadcast. Para o especialista, os problemas no mercado de crédito serão pontuais, com as pequenas empresas sendo as mais impactadas.

Cançado destaca que a unanimidade do mercado aponta para o impacto significativo da Selic sobre o crédito, restringindo a emissão de papéis privados às grandes empresas, que se beneficiam de spreads menores. Ele pondera que o cenário atual é mais favorável que as perspectivas de 2024, após um período desafiador para o setor.

A projeção da Occam indica que os cortes na Selic devem ocorrer a partir de março, com a inflação apresentando recuo marginal entre 2025 e 2026, mantendo-se ligeiramente acima de 4,5%. A confiança no Banco Central, impulsionada pela postura conservadora de Galípolo, é apontada como um fator crucial para a redução mais célere dos juros, com a estimativa de que a taxa básica atinja 13% no final de 2026.

O gestor reconhece o impulso das debêntures de infraestrutura devido à isenção fiscal, mas defende um mercado de crédito mais saudável, sem incentivos. Em relação à bolsa, a valorização acumulada no ano reflete a percepção de papéis a preços atrativos, com destaque para os setores financeiro e de utilities, nos quais a Occam prioriza BTG, Nubank, Equatorial, Copel e Sabesp.

Cançado alerta para a questão fiscal como o principal desafio do Brasil e condiciona a continuidade do fluxo de investidores estrangeiros à política monetária dos Estados Unidos. Ele observa a divergência de opiniões no Banco Central americano, o que pode resultar em cortes menos agressivos nas taxas de juros.

Fontes:

CNN Money:
Broadcast:
Informações adicionais sobre a Selic e projeções de mercado foram consultadas em relatórios do Banco Central do Brasil e análises de consultorias econômicas (Ex: Focus do Banco Central).

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br

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